| Escola de samba deve atuar como empresa |
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Com o apoio da secretaria municipal, as escolas estão antecipando as providências para os desfiles do Carnaval de 2010, que deverão ocorrer dias 20 e 21 de fevereiro, no sambódromo do Parque da Oktoberfest. Uma das metas da Associação das Entidades Carnavalescas é fazer com que suas afiliadas não fiquem unicamente na dependência dos recursos doados pela Prefeitura. A reunião com Machado contou com a presença dos representantes das escolas. Ele relatou experiências e prestou informações com o objetivo de torná-las autossustentáveis. Confira a entrevista com o representante da Setur. Entrevista Gazeta do Sul - Como as escolas devem se organizar para evitar que tudo fique para a véspera dos desfiles? Machado - O Carnaval precisa ser visto como um evento importante sob o ponto de vista cultural, turístico e de expressão popular. Precisa ser pensado no decorrer do ano, planejado e organizado. Cada custo deve ser calculado e buscada a fonte de pagamento, tanto pública como privada. A escola deve atuar como uma empresa, que precisa dar resultados e lucro. GS - Como preparar o pessoal da escola para essa mentalidade? Machado - A capacitação do pessoal deve ser trabalhada. Isso já vem ocorrendo em algumas cidades, como é o caso de Porto Alegre. A escola tem que chegar a um ponto em que se autossustente. Isso é um processo de integração com a comunidade, de assumir responsabilidades. A base da escola tem que estar integrada com a direção, para que as coisas funcionem como um clube, uma empresa. GS - Como as escolas devem se organizar para captar recursos? Machado - Elas devem ter projetos organizados, para não ficarem dependendo apenas das prefeituras. Em Porto Alegre, temos vários exemplos de experiências bem-sucedidas. Com bons projetos, as escolas podem buscar recursos nas empresas ou junto aos ministérios do Turismo e do Esporte. Esse trabalho também pode ser feito pelas associações de escolas de samba, que têm como captar recursos públicos ou privados, inclusive da Lei de Incentivo à Cultura (LIC), e redistribuí-los às entidades. GS - A Secretaria de Turismo tem recursos para o Carnaval? Machado - Infelizmente, não. Até hoje, a Setur não teve essa visão do Carnaval como um grande evento no Rio Grande do Sul. Ela possui um bom programa de incentivo aos desfiles da Semana Farroupilha, mas não para o Carnaval. Penso que é um desafio para as escolas mostrarem a importância de o Estado também investir nessa festa popular. |
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As escolas de samba devem trabalhar como empresas, planejando,
organizando, calculando custos e buscando resultados. A manifestação é
do técnico da Divisão de Planejamento da Secretaria Estadual de Turismo
(Setur), Álvaro Machado. Ele esteve sábado em Santa Cruz do Sul a
convite da Secretaria Municipal de Turismo.
